Festival reúne artistas, mestres da cultura, grupos folclóricos e oficinas gratuitas entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, no Norte de Minas
A cidade de Botumirim, no Norte de Minas, será o centro das manifestações culturais do Vale do Jequitinhonha a partir desta segunda-feira (28), com a realização da 41ª edição do Festivale. Considerado um dos principais eventos dedicados à preservação e valorização da cultura popular mineira, o festival segue até a próxima sexta-feira (1º de agosto), com uma programação gratuita que promete movimentar o município.
Durante cinco dias, moradores e visitantes terão acesso a apresentações musicais, cortejos culturais, espetáculos teatrais, oficinas, rodas de conversa, exposições de artesanato e manifestações tradicionais que fazem parte da identidade cultural do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas.
A programação acontece diariamente, das 8h às 2h, em diferentes espaços da cidade, reunindo artistas, artesãos, escritores, educadores, pesquisadores e grupos folclóricos em um grande encontro de saberes e tradições.
Entre as atrações estão apresentações de congado, catopês, bois de janeiro, folias de reis, grupos de batuques, tamborzeiros das irmandades de Nossa Senhora do Rosário, corais, teatro e atividades voltadas ao público infantil, reforçando o compromisso do festival com a preservação do patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais.
Além das apresentações, o Festivale oferecerá oficinas de formação nas áreas de agente cultural, teatro, artes visuais, artes plásticas, percussão, técnica vocal, dança afro, danças populares, criação de portfólios e brincadeiras tradicionais, incentivando a qualificação de artistas e agentes culturais.
Encontro de Mestres e homenagens marcam a programação
Uma das novidades desta edição é o Encontro de Mestres do Jequitinhonha, iniciativa que reunirá importantes representantes da cultura popular para promover debates, troca de experiências e valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações.
O festival também prestará homenagem a mulheres que deixaram importantes contribuições para a cultura mineira, entre elas a cantora Déa Trancoso, a artesã Marlice Machado, a poetisa Vilma Baracho (in memoriam), a mestra de Folia de Reis Jovença Pereira da Costa e a atriz e produtora Cristina Gonçalves.
Música, teatro e tradições populares
A música será um dos grandes destaques da programação, reunindo artistas consagrados e novos talentos da cena mineira. Entre os nomes confirmados estão Saulo Laranjeira, Titane, Déa Trancoso, Novos Trovadores do Jequitinhonha, Congadar, Bete Antunes, Olga Lívia, Bruno Mark, Vinícius Lúcio, Coral Flor da Terra, Coral Água Branca, Coral Araras Grandes e Projeto Terceira Margem, entre outros.
No teatro, o público poderá assistir a espetáculos produzidos por grupos de diferentes regiões do estado, ampliando a diversidade artística do festival.
Outro momento aguardado é a tradicional Bênção das Águas, que será realizada às margens do Rio do Peixe. A cerimônia reúne grupos religiosos e culturais em uma celebração marcada pela fé, ancestralidade e valorização das tradições afro-brasileiras.
Primeiro Encontro de Bois integra programação
Pela primeira vez, o Festivale promoverá o Encontro de Bois, reunindo grupos tradicionais de diversas cidades do Vale do Jequitinhonha em apresentações que mantêm viva uma das manifestações populares mais representativas da região.
Já no dia 29 de julho, a literatura ganhará destaque com intervenções culturais pelas ruas de Botumirim e uma programação especial dedicada à produção literária regional.
Artesanato e gastronomia regional
Durante todo o evento, visitantes poderão conhecer a feira de artesanato, prestigiar o trabalho de artistas locais e experimentar produtos típicos da culinária regional, como doces, biscoitos e outras especialidades produzidas no Vale do Jequitinhonha e no Norte de Minas.
Realizado pelo Instituto Sociocultural Bruta Flor, pela Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (FECAJE) e pela Prefeitura de Botumirim, o Festivale reforça o papel da cultura popular como instrumento de preservação da memória, fortalecimento das tradições e desenvolvimento regional.






