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Obra sobre a Coluna Prestes no Norte de Minas é lançada na ALMG

Integrada por cerca de 1,5 mil homens, a Coluna percorreu, em dois anos e meio, 25 mil quilômetros em treze estados do Brasil, incluindo o Norte e Noroeste de Minas Gerais. Reivindicavam, entre outros pontos, a implementação do voto secreto, a defesa do ensino público e a obrigatoriedade do ensino secundário para toda a população.

Audiência pública debaterá a relevância histórica, política e cultural da insurreição que abalou a República Velha entre 1924 e 1927.

“Em 26 de abril de 1926, as tropas revolucionárias da Coluna Prestes, que batalhavam há mais de um ano contra as forças coronelistas do presidente Artur Bernardes, entraram no distrito de Taiobeiras, então parte do município de Salinas, Norte de Minas Gerais. Já era o retorno do grupo à Bahia, como parte da manobra do ‘laço húngaro’. Um dos poucos a não fugir do vilarejo para o mato, o comerciante João Rêgo e sua família receberam o comandante Luís Carlos Prestes, líder dos revoltosos, com gentileza e presteza. Prestes o retribuiu pagando o consumo feito pelas tropas na localidade, entregando-lhe um coturno (bota militar) cheia de moedas.”

Com o trecho acima, o professor de história Levon Nascimento apresenta um dos casos relatados no livro “A Coluna Prestes pelos Gerais de Minas”, que será lançado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em audiência pública será realizada nesta terça-feira (14/4/26) pela Comissão de Cultura, para debater a relevância histórica, política e cultural da Coluna Prestes. A reunião será no Auditório SE da Assembleia de Minas, a partir das 9 horas.

O autor do requerimento para realização da audiência pública é o deputado Leleco Pimentel (PT). O deputado é também autor de um dos textos que compõem a obra, uma coletânea organizada por Levon Nascimento, com a colaboração de mais de dez escritores.

Comissão de Cultura realizará a reunião para debater o legado da Coluna Prestes por solicitação do deputado Leleco Pimentel (à esquerda) – Arquivo ALMG Foto: Marcelo Sant

 

Coluna Prestes é como ficou conhecida a insurreição militar ocorrida entre 1924 e 1927, liderada por oficiais de baixa patente, genericamente intitulados “tenentes”, que se rebelaram contra o governo presidencial de Artur Bernardes e o regime oligárquico dominado pela elite agrária (os chamados coronéis) de São Paulo e de Minas Gerais, por meio da política do “café com leite”.

Integrada por cerca de 1,5 mil homens, a Coluna percorreu, em dois anos e meio, 25 mil quilômetros em treze estados do Brasil, incluindo o Norte e Noroeste de Minas Gerais. Reivindicavam, entre outros pontos, a implementação do voto secreto, a defesa do ensino público e a obrigatoriedade do ensino secundário para toda a população.

O movimento acabou conhecido pelo nome de um dos principais líderes, Luís Carlos Prestes, que mais tarde tornou-se secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Outros integrantes de destaque foram Miguel Costa, Siqueira Campos, Juarez Távora, Isidoro Lopes, João Alberto Lins de Barros, Cordeiro de Farias e Djalma Dutra.

Apesar de não conseguirem derrubar o governo, os rebeldes nunca foram derrotados em seu percurso, que terminou em exílio na Bolívia. O movimento acabou abrindo caminho para a Revolução de 30, que encerrou a política do café com leite e a República Velha.

População lembra da passagem da Coluna como “tempo dos revoltosos”

De acordo com Levon Nascimento, a passagem da Coluna Prestes no Norte de Minas deixou marcas na memória de muitos moradores da região. “Eles falam no tempo dos revoltosos, e lembram que tiveram de abandonar suas casas, sem nem saber o motivo”, relatou o organizador da obra. A evacuação dos moradores foi determinada pelas tropas federais, que tentaram encurralar a Coluna Prestes em Serra Nova, no município de Rio Pardo de Minas.

Os revoltosos escaparam ao executar a manobra que ficou conhecida como “laço húngaro”: uma série de movimentos circulares que confundiu seus perseguidores.

Entre os convidados para a audiência pública desta terça-feira estão os filhos de Luís Carlos Prestes, a historiadora Anita Leocádia Benário Prestes e o jornalista Luís Carlos Prestes Filho, que confirmou sua presença. Aos 89 anos, residente no Rio de Janeiro, Anita Leocádia não poderá participar por motivo de saúde. Ela é autora do livro “A Coluna Prestes”, que teve sua primeira edição publicada em 1997.

Já confirmaram presença na audiência pública, entre outros, o prefeito de Ouro Preto e membro da Academia Mineira de Letras, Ângelo Oswaldo; e o deputado federal Padre João (PT-MG), autor de outro dos textos que integra o livro “A Coluna Prestes pelos Gerais de Minas”.

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