A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (28), operações contra um esquema de fraude e lavagem de dinheiro comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que mais de mil postos de combustíveis, em dez estados, eram usados para lavagem de dinheiro e adulteração de produtos. Em São Paulo, alguns estabelecimentos chegaram a comercializar gasolina com até 90% de metanol — índice 180 vezes acima do permitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Como identificar combustível adulterado
De acordo com a ANP, os primeiros sinais podem aparecer no comportamento do veículo, que tende a apresentar perda de potência, falhas no funcionamento ou aumento no consumo. Caso isso ocorra, o motorista deve procurar um mecânico de confiança para verificar a causa do problema.
A agência orienta ainda que o consumidor confira se o posto tem registro no órgão — a informação deve constar em adesivo fixado na bomba ou pode ser verificada pelo CNPJ no site da ANP. Postos sem registro não podem comprar de distribuidoras autorizadas, o que aumenta o risco de comercialização de combustível clandestino.
Nos postos de bandeira branca, cada bomba deve indicar a distribuidora responsável pelo fornecimento, além de manter visíveis o CNPJ, a razão social e o endereço do estabelecimento. A ANP lembra que até postos com bandeira podem ter mais de um fornecedor.
Outro recurso de fiscalização é o termodensímetro, obrigatório em bombas de etanol. O equipamento deve indicar entre 92,5% e 95,4% de pureza (95,5% a 97,7% no etanol premium). A linha vermelha do densímetro precisa estar centralizada, e o combustível deve ser límpido, sem coloração laranja ou azul.
Também é recomendável desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado ou da cobrança do mesmo valor para combustíveis aditivados. O posto é obrigado a exibir os preços na entrada, que devem corresponder ao valor mostrado na bomba. O consumidor pode solicitar o teste da proveta, que mede a proporção correta de etanol na gasolina (27%), ou o teste de volume, feito com medida padrão de 20 litros aferida pelo Inmetro.
A nota fiscal também é obrigatória e deve ser exigida em toda compra. Segundo a ANP, a fiscalização é realizada diariamente em todo o país, com verificação da qualidade do combustível, aferição do volume fornecido, checagem dos equipamentos e análise da documentação. Estabelecimentos irregulares podem ser multados em valores entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões.