Please select listing to show.

PCMG prende investigado de 21 anos por descumprimento de medida protetiva após série de violências contra ex-namorada em Montes Claros

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante, nessa segunda-feira (8/6), um homem de 21 anos investigado por praticar diversas violências contra a ex-namorada, de 18 anos, em Montes Claros, no Norte de Minas. O suspeito foi autuado por descumprimento de medida protetiva de urgência após ser localizado durante diligências conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

De acordo com as investigações, o casal manteve um relacionamento por aproximadamente sete meses. Após o término, ocorrido em maio deste ano, a jovem de 18 anos teria saído com uma amiga e publicado imagens nas redes sociais. Inconformado, o investigado entrou em contato com a vítima alegando que desejava reatar o relacionamento e a convenceu a encontrá-lo.

Segundo apurado, após conversarem na residência do suspeito, ele convidou a jovem para acompanhá-lo sob o pretexto de resolver uma situação. Durante o trajeto, ela teria sido surpreendida por três pessoas encapuzadas, dois homens e uma mulher, que passaram a agredi-la física e psicologicamente.

Tortura e humilhação

Conforme relato da vítima, a ação ocorreu no dia 23 de maio, em uma área isolada nas proximidades do Estádio Mocão. No local, ela teria sido amarrada e submetida a uma sequência de agressões físicas e psicológicas.

Segundo as investigações, a jovem foi atingida com socos e coronhadas na cabeça, enquanto os envolvidos efetuavam disparos de arma de fogo próximos aos seus ouvidos para intimidá-la. Em determinado momento, os agressores teriam afirmado que espalhariam mel em seu corpo e a abandonariam em uma área de mata para que fosse atacada por animais.

A vítima relatou ainda que a mulher que participava da ação foi obrigada pelo investigado a cortar seus cabelos, que ultrapassavam a cintura. Em seguida, o próprio suspeito teria raspado completamente sua cabeça, afirmando que ela “não seria de homem nenhum” e que aquele seria um castigo por ter saído na noite anterior.
Toda a ação teria sido filmada pelo investigado. Conforme apurado, um dos vídeos foi encaminhado à irmã da vítima por meio de aplicativo de mensagens com visualização única.

Ameaças e controle

Após as agressões, o suspeito levou a jovem de volta para sua residência. Segundo as apurações, ele tentou minimizar os fatos, oferecendo medicamentos, alimentação e afirmando que compraria uma peruca para a vítima.

Ainda conforme levantado pela Polícia Civil, a jovem permaneceu sob vigilância do investigado, que restringia seus contatos telefônicos. O resgate somente ocorreu após familiares conseguirem localizá-la e retirá-la do imóvel.

A vítima procurou a Deam no dia 3 de junho, cerca de dez dias após os fatos, depois que ele passou a perturbá-la novamente. Diante da gravidade do caso, foram solicitadas medidas protetivas de urgência e também a monitoração eletrônica do investigado por meio de tornozeleira, medida deferida pelo Poder Judiciário.

Prisão

Mesmo após as determinações judiciais, o suspeito continuou tentando manter contato com a vítima e intensificou as ameaças, afirmando que iria matá-la. Durante as diligências, os policiais apuraram ainda que ele utilizava terceiros para transmitir intimidações à jovem, usando inclusive a ex dele. Ele também passou a ameaçar os familiares da vítima, um irmão dela chegou a sofrer agressões.

Segundo a delegada Karine Maia, responsável pelo caso, a rápida atuação policial foi fundamental para interromper a escalada da violência.
“Trata-se de um caso de extrema gravidade, marcado por violência física, psicológica e humilhação. Nosso foco foi garantir a proteção da vítima e responsabilizar o envolvido”, destacou.
O investigado foi localizado nessa segunda-feira (8/6). Ao perceber a chegada das equipes policiais, tentou fugir, mas acabou contido e preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva.

Conforme apurado, ele possui registros anteriores por tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de histórico de violência contra mulheres. Outra ex-companheira já havia obtido medidas protetivas em seu desfavor.

Investigações continuam

As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os outros três envolvidos nas agressões. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa auxiliar na localização e identificação dessas pessoas seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia.

Informações podem ser encaminhadas pelos telefones 181 (Disque-Denúncia Unificado) ou 197 (Polícia Civil).
O investigado encontra-se no sistema prisional à disposição da Justiça.
Atuação policial

Após voltar a ser perturbada pelo suspeito, cerca de dez dias depois dos fatos, a vítima procurou a Deam, no último dia 3 de junho, e registrou a ocorrência. Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário medidas protetivas de urgência e a monitoração do investigado por tornozeleira eletrônica, sendo o pedido deferido.

Conforme apurado, mesmo ciente das determinações judiciais, o investigado continuou tentando manter contato com a vítima e intensificou as ameaças, afirmando que iria matá-la, inclusive utilizava terceiros para intimidar a jovem. Ele também passou a ameaçar familiares da vítima, e um dos irmãos dela chegou a ser agredido. Ontem, o suspeito foi localizado e preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva.

A delegada Karine Maia, responsável pelo caso, destacou a importância da atuação policial: “Trata-se de um caso de extrema gravidade, marcado por violência física, psicológica e humilhação. Nosso foco foi garantir a proteção da vítima e responsabilizar o envolvido”.

O investigado, que já possui registro anterior por violência contra ex-companheira, encontra-se no sistema prisional à disposição da Justiça.

Próximos passos

As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os outros três suspeitos de envolvimento nas agressões. Qualquer informação que auxilie os trabalhos policiais pode ser repassada, de forma anônima, por meio dos telefones 181 (Disque-Denúncia Unificado) ou 197 (PCMG).

Já as denúncias de violência doméstica podem ser feitas diretamente em uma unidade policial, via disques 181 e 180, assim como pela Delegacia Virtual (nos casos de ameaça, vias de fato/lesão corporal e descumprimento de medida protetiva). Informações sobre o tema estão disponíveis em cartilhas da PCMG.

Compartilhe:
Minas News
Please select listing to show.

Publicações que também pode te interessar...

Please select listing to show.