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Polícia Civil prende seis suspeitos e desarticula organização criminosa investigada por tráfico e lavagem de dinheiro em Bocaiuva

Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizada na manhã desta terça-feira (16) resultou na prisão de seis pessoas investigadas por envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro em Bocaiúva, no Norte de Minas. A ação, denominada Operação Águas Turvas, teve como foco principal o combate a uma organização criminosa que atuava na cidade e utilizava diferentes estratégias para movimentar recursos oriundos de atividades ilícitas.

Ao todo, cinco homens, com idades entre 25 e 50 anos, e uma mulher de 65 anos foram presos durante o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, concentrados principalmente no bairro Cachoeirinha. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados como forma de enfraquecer a estrutura econômica do grupo.

Durante a operação, os policiais apreenderam seis veículos, porções de crack, cocaína e maconha, além de aproximadamente R$ 5 mil em dinheiro trocado. Um caderno contendo anotações relacionadas à movimentação financeira do tráfico também foi localizado e recolhido para análise.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em agosto de 2025 após uma tentativa de homicídio contra um comerciante da cidade. Conforme apurado, a vítima teria sido alvo de represálias por resistir às pressões de integrantes de um grupo criminoso que buscava utilizar seu estabelecimento para a comercialização de drogas.

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os envolvidos e atuação voltada não apenas para o tráfico de entorpecentes, mas também para a ocultação e movimentação de recursos financeiros obtidos ilegalmente.

Os levantamentos apontaram ainda que diversos imóveis eram utilizados como pontos estratégicos para armazenamento, preparo e distribuição de drogas. A polícia também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos, o que reforçou os indícios de lavagem de dinheiro e fundamentou as medidas judiciais autorizadas.

Segundo a PCMG, os materiais apreendidos serão analisados e podem contribuir para a identificação de novos envolvidos e para o aprofundamento das investigações, que seguem em andamento.

O nome da operação faz referência ao bairro Cachoeirinha, principal alvo da investigação. Conforme a Polícia Civil, a denominação simboliza a tentativa dos investigados de esconder as atividades criminosas sob uma aparente rotina comum, dificultando a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos valores movimentados.

Para o cumprimento das ordens judiciais, foram mobilizados 41 policiais civis, quatro cães farejadores da Coordenação de Operações com Cães (COC), 13 viaturas caracterizadas e um drone utilizado no monitoramento aéreo e apoio às equipes em campo.

A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da organização e ampliar o combate às atividades criminosas na região.

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Minas News
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