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UFMG Montes Claros integra governança do Arranjo Produtivo Local da Carne de Sol e Charcutaria do Norte de Minas

No final de maio, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico publicou no Diário Oficial o reconhecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) “Carne de Sol e Charcutaria do Norte de Minas”. De acordo com a publicação, Montes Claros será a sede administrativa e ponto de articulação desse ecossistema, conectando municípios, instituições e agentes. O objetivo principal é promover a cooperação, a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico regional. A criação do APL envolveu produtores, instituições, universidade, setor público e lideranças locais.  O campus da UFMG em Montes Claros participou das ações por meio do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (NEPSUI). “Reconhecendo a relevância estratégica desse APL, a UFMG e o NEPSUI assumiram o compromisso institucional de integrar sua governança, contribuindo como entidade técnica e científica nas áreas relacionadas à produção animal, mais especificamente a produção de suínos através do projeto do Porco do Cerrado, e ao fortalecimento da base da cadeia produtiva”, explica o coordenador do NEPSUI, professor Bruno Silva. 

Desenvolvimento econômico e preservação da cultura
O Arranjo Produtivo Local abrange inicialmente produtores dos municípios de Montes Claros, Janaúba e Mirabela, contemplando a produção regional de carne de sol, linguiça paio, linguiça Maria Rosa, linguiças frescas tradicionais e produtos curados e defumados, fortalecendo a identidade gastronômica do Norte de Minas e promovendo o desenvolvimento territorial e socioeconômico da cadeia produtiva. Entre os produtos está o presunto do porco cerrado, raça criada no NEPSUI. O produto artesanal é feito pela Charcutaria Sagrada Família. Proprietário da charcutaria, Ugo Borges, foi um dos participantes do processo de reconhecimento do APL. “Essa mobilização surgiu a partir de uma percepção muito clara: o Norte de Minas já possuía tradição, conhecimento e produção em torno da carne de sol e de diversos produtos da charcutaria, mas ainda não existia uma estrutura organizada que transformasse essa riqueza cultural e produtiva em desenvolvimento econômico para o território. Ao longo das conversas com produtores, instituições, universidades e lideranças locais, começou a ficar evidente que existia um potencial muito maior do que aquilo que estava sendo capturado pela cadeia hoje. Produzíamos muito valor, mas ainda de forma fragmentada”, conta. 

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Minas News
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