SURDEZ
E o caso do cachorro Orelha? Mostra o mundo virtual e suas inconsequências. Houve denúncia de que o animal, que vivia nas ruas de uma de uma cidade praiana em Santa Catarina, fora morto debaixo de tortura atroz. Abriu-se inquérito, jogaram jovens na fogueira da internet como culpados, e agora a afirmação é de que o Orelha morreu de maneira natural, doente.
FALIU
O pedido de arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha, feito pelo Ministério Público de Santa Catarina no dia 8 de maio, cita a existência de rumores e versões distorcidas do caso como um dos fatores que prejudicaram a investigação. Entre os principais boatos estavam a ligação das famílias envolvidas com lideranças políticas e judiciais em Santa Catarina, formas extremas de tortura e a existência de vídeos que comprovariam o ataque ao animal.
FALSO
Os boatos que ganharam força nas redes sociais citavam agressões extremas e sádicas contra Orelha, como supostos chutes na cabeça e uma tentativa de empalamento com um pedaço de madeira. A exumação do corpo do animal, solicitada pelo Ministério Público em 10 de fevereiro, um mês e cinco dias após a morte de Orelha, não encontrou nenhum sinal de lesão causada por ação humana.
E AÍ?
Quanto custa tudo isso ao poder público, à vida de pessoas acusadas de envolvimento com os supostos maus-tratos, extorsão possível, mobilização popular, condolências, perseguição a supostos agressores? O suposto crime tinha mesmo que ser apurado, apesar de a polícia ter caminhado para levantamento de provas contra agressores não pensando em duvidar das histórias difundidas pela internet. Carros oficiais, depoimentos, papéis e perícias, acionamento do Ministério Público, reportagens quilométricas. Nada concluído a não ser que o cão morreu de causas naturais.
CHÃO
Você aí, minha amiga, meu amigo, aqueles que são vítimas de furtos, agressões e até violência extrema, neste dia a dia, que valores se alteram e o humano perde espaço, qual a sua avaliação? Já ocorreram muitas histórias neste aquário de afogados, além daquela famosa fantasia da Escola de Base, em São Paulo, quando professores e proprietários do educandário, acabaram perseguidos, eliminados psicologicamente, destroçados, devido à invencionice de sandeus de plantão.
FIM
Depois tudo acaba em esquecimento. Menos para quem sofreu revezes devido à profanação da inocência. Haverá um tempo em que não haverá mais quem saiba escrever, muito menos ensinar escrever. E saber viver em paz.
ÔNIBUS
A Câmara dos Deputados aprovou quarta-feira passada a criação do marco legal do transporte público coletivo urbano. A proposta aumenta os mecanismos de financiamento e separa a tarifa cobrada do passageiro da remuneração do operador. O texto já foi aprovado pelo Senado Federal e segue à sanção presidencial.
TROCO
Como marco legal, o texto detalha e consolida legislações, como a Lei Nacional de Mobilididade Urbana, além de conceitualizar termos. O projeto também estabelece definições gerais sobre como o transporte público urbano deverá ser organizado, planejado, regulado e financiado no país.
ROLETA
A proposta reproduz a definição do transporte como um direito social e um serviço essencial. O marco se aplica ao transporte público coletivo urbano entre municípios, estados e países e define como um de seus objetivos “contribuir para a redução dos tempos e custos de deslocamento da população”.
ROTA
Mais um problema a ser administrado pelas prefeituras, como a de Montes Claros, que sempre andam emparedadas devido à ineficácia no transporte coletivo.









