A coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30) trouxe novos desdobramentos sobre o caso da professora que morreu após ser atingida por uma linha de pipa com material cortante, em Montes Claros.
De acordo com as autoridades, duas pessoas foram identificadas como envolvidas na ocorrência, um maior de idade, de 18 anos, e um adolescente, de 17. O menor deverá responder por ato infracional perante a Vara da Infância e Juventude, podendo ser submetido a medidas socioeducativas. Eles colaboraram com as investigações, falaram que soltavam pipa realmente daquela data e horário, só não assumiram a responsabilidade dos fatos, eles alegam que encontraram a linha na rua e completaram com a carretilha que eles tinham , após os fatos eles jogaram o material no campo próximo ao local do acidente. Em determinado momento, eles sentiram uma pressão na linha, e ouviram um barulho, provavelmente, momento em que a professora caiu e foi atingida.
As investigações apontam que a vítima foi atingida na região cervical por uma linha do tipo chilena, conhecida pelo alto poder cortante. O material estava tão forte, Testemunhas relataram ter ouvido um barulho no momento do impacto, seguido da queda da vítima. Ainda segundo depoimentos, testemunhas viram duas pessoa se aproximando do corpo da mulher, caída ao chão e alguém falou “ela vai morrer”, e logo saíram do local, mas a testemunha não soube identificar se tratava dos dois envolvidos.
Após o ocorrido, os suspeitos deixaram o local, o que gerou correria em um lote vago nas proximidades. A Polícia Civil conseguiu localizar e identificar os envolvidos, que seriam amigos.
A utilização de linha chilena é proibida e considerada crime, devido ao risco que representa à saúde e à vida de terceiros. Segundo a polícia, o material utilizado possui alto potencial de corte e foi determinante para o ferimento fatal.
As autoridades informaram ainda que não foram encontradas imagens que ajudassem a esclarecer completamente a dinâmica do caso. O local onde ocorreu o acidente fica próximo a um campo de futebol e vias de acesso.
Caso condenados o maior pode pegar de 6 a 20 anos e o menor até 3 anos de recursão.




