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ALERTA NAS RODOVIAS: Minas lidera ranking de pontos críticos para exploração sexual infantil

Foto jornalística conceitual noturna mostrando a silhueta anônima de costas de uma menina com tranças no cabelo de mãos dadas com um homem adulto, em um pátio de posto de combustíveis úmido com carretas estacionadas ao fundo sob luzes amareladas.

Em sua 11ª edição, levantamento da PRF e da Childhood Brasil identifica uma queda de 22,2% na criticidade dos locais avaliados como pontos críticos de exploração sexual infantil

BRASÍLIA – Um raio-x detalhado sobre a segurança de menores nas estradas brasileiras acaba de ser apresentado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela organização Childhood Brasil. A 11ª edição da cartilha do Projeto Mapear revelou a existência de 13.758 pontos considerados vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes ao longo de toda a malha rodoviária federal do país.

Apesar de o número bruto impressionar, o levantamento atual mostra uma redução de 22,2% na comparação com o biênio anterior, que havia registrado mais de 17,6 mil trechos de risco. Segundo os órgãos técnicos, a queda se deve a um aperfeiçoamento rigoroso na coleta de dados, que passou a utilizar sistemas modernos de georreferenciamento de precisão para mapear postos de combustíveis, hotéis, motéis e comércios de beira de estrada de maneira muito mais cirúrgica.

Entendendo os Graus de Risco e o Novo Cenário Digital

A metodologia do projeto divide os locais identificados em quatro faixas de criticidade. É importante frisar que a classificação não indica que o crime acontece obrigatoriamente naquele comércio, mas que o ambiente apresenta fatores que facilitam a atividade criminosa.

O cruzamento de dados mostra uma retração importante nos pontos mais severos: os locais classificados como “críticos” caíram para 3,29%, enquanto os de “alto risco” recuaram para 13,50%.

Nível de PerigoPontos Detectados (2025/2026)Participação (%)
Baixo7.13551,86%
Médio4.31331,35%
Alto1.85813,50%
Crítico4523,29%

Dados consolidados da nova cartilha do Projeto Mapear.

A coordenação do projeto aponta que parte da mudança no comportamento geográfico do crime se deve à migração para o ambiente virtual. Com a popularização de celulares, aplicativos e redes sociais, o aliciamento e o consumo de materiais ilícitos ganharam contornos de aparente anonimato, diminuindo a exposição explícita das vítimas nas margens físicas das BRs. Contudo, a permanência de 452 pontos críticos reais serve de alerta de que o perigo nas rodovias continua latente e perigoso.

Minas Gerais no Topo da Vulnerabilidade

Na divisão por macrorregiões, o Nordeste lidera o volume total de áreas suspeitas, acumulando 5.944 pontos de interesse. Em seguida aparecem o Sudeste (3.393), o Sul (1.822), o Norte (1.455) e o Centro-Oeste (1.144). O perímetro urbano das rodovias concentra a maior parte do problema, respondendo por 65,2% dos registros.

No entanto, quando a análise filtra apenas os locais de pior situação — somando as categorias “crítico” e “alto risco” —, Minas Gerais aparece em primeiro lugar no ranking nacional de perigo estrutural.

  • Minas Gerais: 283 pontos de alta criticidade
  • Santa Catarina: 215 pontos de alta criticidade
  • Bahia: 192 pontos de alta criticidade
  • Rio de Janeiro: 156 pontos de alta criticidade
  • São Paulo: 136 pontos de alta criticidade

O Avanço para o Mapear 2.0 e Operações de Resgate

De acordo com o comando da PRF, a estratégia de enfrentamento agora entra na fase “Mapear 2.0”, focando no cruzamento de dados preditivos pela Diretoria de Inteligência para antecipar movimentos criminosos e agir antes que o abuso ocorra. Essa triagem também auxilia a combater crimes correlacionados, como o tráfico humano de mulheres e menores.

O trabalho prático nas pistas tem gerado prisões e salvamentos. Entre 2024 e 2025, a corporação deflagrou 86 fases da Operação Domiduca em território nacional. As incursões táticas vistoriaram mais de 16 mil pontos suspeitos e resultaram no resgate direto de 111 menores de idade que se encontravam em situação de risco iminente. Além disso, ações preventivas promovidas pela Childhood Brasil e pelo programa Na Mão Certa orientaram cerca de 90 mil caminhoneiros e trabalhadores da logística para atuarem como fiscais e protetores nas estradas.

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MinasNews
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