Mulher é conduzida à delegacia em Itacambira por suspeita de receber medicamento abortivo ilegal

Uma mulher de 34 anos foi conduzida à delegacia pela Polícia Civil de Minas Gerais, em Itacambira, no Norte do estado, por suspeita de envolvimento em crime previsto no artigo 273, parágrafo 1º-B, do Código Penal Brasileiro, que trata da comercialização e uso de medicamentos proibidos ou sem registro.

A ação policial teve início após a 5ª Delegacia de Polícia Civil em Montes Claros receber uma denúncia informando que a suspeita estaria prestes a receber, por meio dos Correios, uma encomenda contendo comprimidos comumente utilizados na prática de abortos clandestinos.

Diante das informações, equipes do Grupo de Apoio da Delegacia de Plantão de Montes Claros, em conjunto com policiais da 5ª Delegacia, deslocaram-se até o endereço da investigada, em Itacambira. A abordagem ocorreu logo após o recebimento da encomenda.

Durante a ação, a mulher confirmou que o material se tratava de medicamento proibido no país. Ela também forneceu aos policiais o contato da pessoa responsável pela venda do produto, relatando que a negociação foi realizada por meio do aplicativo WhatsApp.

A Polícia Civil instaurou inquérito policial para a completa apuração dos fatos, incluindo a identificação do fornecedor e de possíveis outros envolvidos no esquema.

Segundo o delegado Alessandro Lopes, as investigações seguem em andamento. Após prestar esclarecimentos, a suspeita foi liberada e poderá responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, sem registro, de procedência ignorada e adquirido de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.