Levantamento aponta que veículo da Arca Turismo recebeu autuações recentes, todas por excesso de velocidade; causas do acidente ainda são investigadas pela Polícia Civil
Uma nova informação surgiu sobre o ônibus envolvido na tragédia registrada na BR-251, no Norte de Minas Gerais, que deixou oito mortos e vários feridos no último domingo. Levantamento divulgado pelo portal Estradas.com revela que o veículo acumulou 15 multas por excesso de velocidade nos últimos 75 dias, reacendendo o debate sobre fiscalização e segurança no transporte rodoviário de passageiros.
Segundo a apuração, as autuações identificadas na placa GCR9630 foram registradas em trechos monitorados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Do total, 12 ocorreram em rodovias federais de Minas Gerais e três em São Paulo. Conforme a publicação, há ainda outras infrações relacionadas ao ônibus da empresa, além das registradas nesse período recente.
Apesar do histórico de autuações, até o momento não há confirmação de que o excesso de velocidade tenha provocado a colisão. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação e dependem da conclusão da perícia técnica.
O acidente ocorreu por volta das 4h40, no km 235 da BR-251, no município de Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas. O ônibus da Arca Turismo, pertencente à empresa Andreatur Transportes e Serviços Ltda., seguia de São Bernardo do Campo (SP) para Aracaju (SE) quando colidiu frontalmente com uma carreta carregada com sucata que fazia o trajeto entre Fortaleza (CE) e Piracicaba (SP).
Após o impacto, os dois veículos foram tomados por um incêndio de grandes proporções.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, as oito vítimas fatais estavam no ônibus e morreram carbonizadas. Outras pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região por equipes do SAMU Macro Norte, Cisnorje/SAMU Vale do Jequitinhonha e Corpo de Bombeiros.
Inicialmente houve informação de que o motorista da carreta teria morrido, porém a PRF confirmou posteriormente que ele foi socorrido com vida e encaminhado para atendimento médico.
A investigação deverá analisar diversos fatores antes de apontar responsabilidades, entre eles as condições dos veículos, a situação das habilitações dos condutores, possíveis excessos de jornada, tempo contínuo de direção e demais elementos técnicos.
A tragédia também volta a chamar atenção para a BR-251, considerada uma das rodovias com histórico recorrente de acidentes graves no Norte de Minas, especialmente em trechos com grande circulação de veículos de carga e transporte de passageiros.








