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Ex-estagiário e policiais são presos por plano de atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho

Uma investigação de alta complexidade resultou na prisão de um ex-estagiário e de policiais civis suspeitos de integrar um plano de atentado contra a vida do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, atuante no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As prisões ocorreram no âmbito da Operação Infiltrados, capitaneada pelo Ministério Público.

Alvos ligados a facção criminosa usavam acesso ilegal a sistemas internos do Ministério Público para monitorar autoridades e armar extorsões.

Uma investigação de alta complexidade resultou na prisão de um ex-estagiário e de policiais civis suspeitos de integrar um plano de atentado contra a vida do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As prisões ocorreram no âmbito da Operação Infiltrados, coordenada pelo Ministério Público em São Paulo.

De acordo com as investigações, o ex-estagiário utilizava suas credenciais e a facilidade de acesso aos sistemas internos do Ministério Público para obter dados sigilosos sobre investigações em andamento, além de mapear a rotina, os horários e os itinerários do promotor Amauri. Policiais civis e penais também são investigados por suspeita de dar suporte logístico à organização criminosa, facilitando o acesso a informações protegidas do sistema de segurança e participando de esquemas de extorsão contra criminosos de alto poder aquisitivo.

Interceptação e Prisões em Campinas

O plano de execução foi descoberto após o setor de inteligência identificar acessos suspeitos e fora do padrão nos sistemas de auditoria por parte do então estagiário. A partir do monitoramento telemático autorizado pela Justiça, os agentes do Gaeco interceptaram comunicações que detalhavam o planejamento logístico para o atentado contra o promotor, com ramificações ligadas à cúpula de uma facção criminosa que opera na região de Campinas e Cardoso, no estado de São Paulo.

Durante o cumprimento dos dez mandados de busca e apreensão e das ordens de prisão temporária, as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal localizaram documentos com anotações sobre o cotidiano da autoridade, armas de fogo de uso restrito e dispositivos eletrônicos contendo relatórios sigilosos.

Medidas de Segurança

Em nota institucional, o Ministério Público informou que o esquema de segurança e escolta armada do promotor Amauri Silveira Filho foi imediatamente reforçado pelas forças especiais de segurança. O órgão ressaltou que os mecanismos de controle interno e auditoria de acessos aos sistemas foram revisados para impedir novas vulnerabilidades.

Os agentes públicos detidos na ação foram afastados de suas funções e encaminhados a unidades prisionais de segurança, onde responderão pelos crimes de violação de sigilo funcional, corrupção, participação em organização criminosa e tentativa de homicídio qualificado contra autoridade pública.

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MinasNews
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