REINADO
O professor Antônio Alvimar de Souza trabalha para voltar à reitoria da Universidade Estadual de Montes Claros. Foi eleito reitor em 2018. Mesmo tendo a maioria dos votos em 2022, não foi reconduzido ao cargo. Os ventos políticos foram favoráveis naquela época para o atual reitor, professor Wagner de Paulo Santiago.
CONTRA
Conforme o grupo do entorno do professor Antônio Alvimar a Unimontes vive hoje “uma paralisação até porque é comandada, em vários aspectos, de dentro para fora, com influência direta de um político”.
UNIÃO
O próprio candidato à reitoria aponta que a Universidade Estadual de Montes Claros “precisa recuperar a direção dos seus caminhos”, tornando-se inclusive aberta à participação de todos os deputados representantes da região norte-mineira. “Por isso estamos conversando com todos os outros deputados, que também se sentem excluídos desse roteiro e eles estão interessados em participar deste novo tempo.”
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COLÉGIO
O professor Antônio Alvimar acredita que “há uma insatisfação dentro da Universidade” e isso relaciona-se muito mais com intervenções em alguns organismos fundamentais ou tradicionais dentro da Unimontes. “Há uma insatisfação silenciosa, mas robusta.”
EXTERNO
Normalmente, os assuntos da Unimontes são resolvidos apenas pela Unimontes. Há sempre uma divisão histórica entre grupos mais à esquerda e à direita. Não chega ao nível da polarização vivida Brasil afora. Mas alcança certo radicalismo às vezes.
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ACADEMIA
Nos tempos atuais, a vida acadêmica, principalmente em áreas vinculadas a humanas, resume-se à visão distante da realidade do mundo, que tem lá seus avanços reais e psicodélicos. O debate começa, mas termina sem conclusões que possam mudar a vida das pessoas do lado de fora dos muros acadêmicos. Até por isso os assuntos relacionados à Universidade não despertam interesse coletivo externo.
LUTA
O atual reitor, professor Wagner Santiago, tem alcançado vitórias importantes para manter funcionando o Hospital Universitário Clemente de Faria, trabalhando com verba curta para administrar o dia a dia. Como é comum, cada grupo dentro da Universidade defende a sua fatia do bolo, buscando sempre e principalmente melhor valor do salário. E isso acaba ofuscado alguns pontos importantes negociados pelo próprio reitor, como diversificação do vestibular para alcançar novos grupos populacionais ou novos cursos para abastecer as exigências atuais do mercado de trabalho, e até mesmo resultados em pesquisas, como a que colocou a produção de cacau no meio dos bananais norte-mineiros.
ELO
Quando o ensino superior foi pensando e materializado lá pelos anos 1960, o objetivo único era oferecer oportunidades às pessoas que pretendiam ter melhores condições socioeconômicas. Desde a Fundação Luiz de Paula Ferreira e depois a Fundação Norte-Mineira de Ensino Superior, a antiga FUNM, a toada seguiu sem intempéries.
CRISE
Mas aí veio a crise no final da década de 1970, com atraso de salários, cursos vivendo com várias dificuldades, exceto medicina (Famed) e direito (Fadir). Houve crise administrativa, que resultou em intervenção externa, e os acadêmicos do andar de baixo foram salvos pelo antigo Crédito Educativo, financiamento a baixo custo. Mas havia união até por causa do pertencimento abraçado pela população e suas lideranças. Hoje, talvez, esse pertencimento esteja muito mais vinculado aos grupos que dependem do orçamento da Unimontes, o que não é de pouca relevância. Eis a questão.








