DÚVIDA
O Partido dos Trabalhadores enfrenta o caos em Minas Gerais. Não conseguiu um nome para disputar as eleições ao governo mineiro, apesar de ter definido por candidatura própria. Agora, a direção do partido quer sacrificar o deputado Reginaldo Lopes, que tem reeleição garantida, pedindo para que ele seja o candidato do partido ao governo de Minas. Reginaldo está fugindo da proposta igual diabo que foge da cruz.
FUGA
A construção de um palanque para Lula em Minas Gerais já teve vários capítulos. E com vários pretensos candidatos, todos fugindo ao sinal da decisão final. O primeiro foi do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que não aceitou o convite de Lula para disputar o governo no segundo maior colégio eleitoral do país. A petista Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e líder nas pesquisas para o Senado, também se recusou a mudar de planos e partir para o sacrifício de uma candidatura ao executivo estadual.
PALCO
Minas Gerais sempre foi estado decisivo nas eleições presidenciais. Nos últimos pleitos, quem ganhou para presidente em território mineiro sagrou-se vitorioso em nível nacional. O estado de Minas é complexo em disputas eleitorais. Os candidatos a deputado, federal ou estadual, podem falar no escondidinho e no escurinho. Os cabos eleitorais não mudaram as posturas e há dependência do candidato a governador mais forte. E este candidato ainda não decolou.
NOME
Mas escrevam aí. Pelo andar da carruagem e observando as mudanças que ocorreram em Minas Gerais nos últimos trinta anos, o cenário mais propício indica que o vencedor será quem está ocupando o Palácio da Liberdade.
FORTE
Usando o nome de Tancredo Neves, Aécio Neves reinou em Minas Gerais. Fez administração fortalecida em áreas mais pobres, com programas atrativos, principalmente em infraestrutura. Elegeu Antonio Anastasia, um professor sem experiência política, que seguiu os mesmos passos do padrinho. Foram atropelados pelo Fernando Pimentel. Minas Gerais regrediu e deu no que deu.
CÉU
Romeu Zema pegou uma Minas Gerais esbagaçada. Prefeituras sem receber, salários de servidores parcelados, inclusive o 13º salário, serviço de saúde caótico e um cenário de arrasa quarteirão. Zema pagou o que o estado devia às prefeituras, parcelando a perder de vista as dívidas na saúde e educação que o Pimentel tinha deixando antes de sumir e cair no capinzal. O empresário foi reeleito sem dificuldade alguma.
TEMPO
Agora, o nome é o de Mateus Simões. Não tem adversário que lhe danifique a lataria. Falta-lhe experiência no traquejo com as lideranças e está carregado de muito tecnicismo, linguagem que o povo não compreende como sendo cotidiana. Um exemplo: em visita a Montes Claros, a assessoria de imprensa acabou atrapalhando o governador em dar entrevista em horário de maior audiência em rádio de Montes Claros. O mensageiro se tornou mais importante que a mensagem.
VOTO
Como não tem adversário até o momento, e as eleições se aproximam, Simões perde se quiser. Os prefeitos estão aí, em sua maior parte, doidos para participar do regabofe, e de olho na reeleição deles mesmos. A maioria dos deputados estaduais está pendurada no paletó governamental, o que dá mais segurança a eles numa eleição legislativa nada tranquila.





















