Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar de Minas Gerais a prender um homem de 50 anos por envolvimento com o tráfico de drogas, na noite deste domingo (1º), em Montes Claros, no Norte de Minas.
De acordo com informações da corporação, a equipe do Grupo Especializado em Recobrimento (GER), vinculada à 11ª Região da PM, realizava patrulhamento quando recebeu a informação de que um imóvel no bairro Novo Delfino estaria sendo utilizado para armazenar e processar entorpecentes. O local também teria ligação com um indivíduo apontado como liderança do tráfico na região.
Ao chegarem à residência, os militares foram recebidos pelo suspeito, que apresentou comportamento nervoso. Ainda na entrada do imóvel, os policiais perceberam um forte odor semelhante ao de maconha. Questionado, o homem acabou admitindo que guardava materiais ilícitos na casa.
Durante as buscas no quarto do suspeito, localizado no segundo pavimento, foram apreendidas três barras e sete porções grandes de substância semelhante à maconha prensada, além de cinco buchas da mesma droga. Também foram encontradas cinco pedras grandes e uma porção de substância análoga ao crack, uma porção semelhante a haxixe e outra aparentando ser cocaína.
A operação resultou ainda na apreensão de dez cartuchos calibre .38 intactos, dez cartuchos calibre .25, aparelhos celulares — incluindo um microcelular —, rádios comunicadores com base de carregamento, balanças de precisão e diversos materiais utilizados no preparo e fracionamento de drogas.
Segundo a PM, cadernos com anotações relacionadas ao comércio ilegal de drogas e armas também foram localizados no imóvel. Os registros mencionavam, inclusive, o envio de materiais para as cidades de Juramento e Brasília de Minas.
O suspeito assumiu a posse dos materiais apreendidos, mas optou por permanecer em silêncio ao ser questionado sobre o suposto líder do tráfico citado na denúncia.
Diante da situação, foi dada voz de prisão ao homem, que foi encaminhado à delegacia de plantão juntamente com todo o material recolhido. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.