Brasil registra queda nos roubos de celulares, mas furtos seguem em alta
Dados apontam redução geral em 2025, enquanto crimes sem violência continuam predominando
O número de roubos e furtos de celulares no Brasil chegou a 830.890 registros em 2025, indicando uma redução de 9% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas mais de 909 mil ocorrências. Apesar da queda no total, o comportamento dos crimes mostra diferenças entre as modalidades.
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos — quando há ameaça ou violência — apresentaram queda significativa de 18,6%, passando de 377 mil para cerca de 308 mil casos. Já os furtos, caracterizados pela ausência de abordagem direta à vítima, tiveram leve aumento de 0,9%, ultrapassando 483 mil registros.
Esse tipo de crime, muitas vezes praticado sem que a vítima perceba no momento da ação, já representa a maior parte das ocorrências, correspondendo a cerca de 61% dos casos. A média diária de furtos de celulares no país gira em torno de 1.300 registros.
A relevância do aparelho celular no dia a dia contribui para ampliar os impactos dessas ocorrências. Além de ser o principal meio de comunicação, o dispositivo concentra aplicativos bancários, dados pessoais e ferramentas essenciais para trabalho e organização da rotina. Com isso, a perda vai além do valor material, podendo comprometer finanças e atividades profissionais.
Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em parceria com o Instituto Locomotiva, mostra que 60% dos entrevistados já tiveram o celular roubado ou conhecem alguém que passou por essa situação e não conseguiu substituir o aparelho rapidamente. O cenário financeiro também agrava o problema: mais da metade das famílias afirma não conseguir arcar com todas as despesas mensais.
A substituição inesperada do aparelho pode levar ao endividamento ou ao redirecionamento de recursos essenciais, como alimentação e transporte. Para quem depende do celular para gerar renda, o prejuízo pode incluir ainda a interrupção de atividades profissionais.
Outro ponto de atenção é o acesso a dados pessoais. Criminosos podem utilizar aplicativos instalados no aparelho para realizar transferências bancárias, aplicar golpes e invadir contas digitais, ampliando os danos à vítima.
Pesquisas recentes indicam que o medo desse tipo de crime é elevado. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha aponta que quase 80% da população teme ter o celular roubado ou furtado, enquanto o receio de golpes digitais ultrapassa 83%.
Diante desse cenário, especialistas destacam a importância de medidas rápidas após o crime, como bloqueio do aparelho, da linha telefônica e dos aplicativos financeiros, além da adoção de práticas de segurança digital para reduzir riscos.
















