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Da Bastilha às redes sociais, o poder sempre encontra novas formas de conduzir as massas

À primeira vista, a semelhança entre a forma do peão no xadrez e o ícone de pessoa usado no mundo digital parece uma simples coincidência de design. Ambos são figuras reduzidas à sua essência: um corpo, uma cabeça, uma ideia de identidade. No entanto, quando olhamos para além da estética, é difícil não enxergar um elo simbólico entre essas representações e o papel histórico do povo nas engrenagens do poder.

Desde as primeiras civilizações, o povo — essa base anônima e numerosa que sustenta impérios e nações — tem sido movido por forças que raramente são percebidas e nunca controla pelo povo em qualquer época ou regime político.

No tabuleiro da história, é ele, o povo, sintetizado na figura do peão, que é lançado à frente, exposto, manipulado em nome de estratégias que não conhece e servindo a interesses dos quais não sabe identificar e deles não partilha.

Alguém poderá dizer que a História registra “revoluções populares”, como a Revolução Francesa ou, para citar um episódio mais recente, a Primavera Árabe.

Entretanto mesmo nos momentos em que o povo parece assumir o protagonismo — como na tomada da Bastilha durante a Revolução Francesa ou em outros levantes históricos —, as massas, em geral, foram induzidas à ação por lideranças, usando ferramentas como a mídia que hoje inclue as redes sociais,  que as conduziam com objetivos próprios, buscando vitórias pessoais ou de grupos específicos.

Hoje, no universo digital, o ser humano é novamente reduzido à abstração de um ícone.

Cada perfil, cada conta, cada avatar é um peão contemporâneo conduzido por algoritmos e corporações – as chamadas big techs, que determinam o ritmo e o rumo dos movimentos.

No passado ou agora não há diferenç, o tabuleiro é sempre invisível — e as jogadas, na maioria das vezes são decididas at´pe com décadas de antecedência por quem promove o jogo.

O peão e o ícone, em suas formas simples, revelam uma verdade complexa: a de que o poder sempre encontra novas maneiras de representar — e, por vezes, reduzir — o indivíduo a um  elemento utilitário e sempre que necessário, descartável.

O maior desafio do indivíduo comum continua sendo o de perceber quando somos movidos, e quando, de fato, conseguimos mover alguma coisa.

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