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Aumentar preços dos combustíveis sem justificativa pode dar cadeia, aprova Câmara

Bomba de combustível com alerta sobre aumento abusivo de preços

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode levar à prisão empresários que aumentarem os preços dos combustíveis sem justificativa real.

A proposta cria um crime específico para punir aumentos considerados artificiais e abusivos no valor da gasolina, diesel e outros combustíveis.

O texto agora segue para análise do Senado.

Pelo projeto, quem elevar preços de forma injustificada para obter lucro excessivo poderá responder criminalmente, com pena de detenção de 2 a 4 anos, além de multa.

O que será considerado aumento abusivo

Segundo o texto aprovado, o reajuste será considerado irregular quando não tiver relação com fatores econômicos reais.

Entre os critérios avaliados estão:

  • custos de produção;
  • transporte;
  • importação;
  • distribuição;
  • impostos;
  • logística;
  • e reposição de estoque.

A proposta também prevê punição para práticas que prejudiquem a concorrência ou provoquem aumento arbitrário dos lucros.

Pena pode aumentar em situações de crise

O projeto estabelece aumento da pena quando o abuso ocorrer durante:

  • calamidade pública;
  • crise de abastecimento;
  • ou em situações de forte impacto econômico.

Empresas com posição dominante no mercado também poderão sofrer punições mais severas.

Governo diz que alta abusiva afeta toda a população

O relator da proposta, deputado Merlong Solano (PT-PI), afirmou que aumentos abusivos nos combustíveis acabam afetando toda a cadeia econômica.

Segundo ele, quando o combustível sobe sem motivo legítimo, o impacto chega aos alimentos, transporte, serviços e ao custo de vida da população.

O parlamentar afirmou ainda que, mesmo após medidas do governo para reduzir tributos e tentar conter os preços, consumidores continuam enfrentando reajustes elevados nos postos.

Oposição critica projeto

Deputados da oposição afirmaram que a legislação atual já possui mecanismos para punir irregularidades e criticaram a criação de um novo crime.

O deputado Lafayette de Andrada (PL-MG) afirmou que o texto pode gerar insegurança jurídica para empresários do setor.

Já parlamentares governistas defendem que a proposta protege o consumidor contra aumentos considerados criminosos.

Debate sobre combustíveis segue no Congresso

A discussão ganhou força após oscilações internacionais provocadas pela guerra no Oriente Médio e pela instabilidade no mercado global de petróleo.

Segundo o relator, o objetivo do projeto é evitar práticas abusivas sem interferir no funcionamento normal do mercado.

A proposta ainda será analisada pelo Senado Federal.

(Agência Câmara de Notícias)

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MinasNews
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