A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta quinta-feira (21/5), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 51 anos, investigado por abusos sexuais praticados contra duas enteadas no município de Indaiabira, região Norte do estado.
A medida foi executada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Taiobeiras, responsável pelas investigações, iniciadas após denúncias registradas por meio da Delegacia Virtual. Conforme apurado, as vítimas, atualmente com 21 e 29 anos, relataram episódios de violência sexual ocorridos durante a adolescência no ambiente familiar.
Segundo os levantamentos, a vítima mais nova passou a sofrer abusos quando tinha 10 anos de idade. Os fatos envolviam toques de cunho sexual e ameaças recorrentes. De acordo com o relato prestado à Polícia Civil, o investigado afirmava que mataria a adolescente e a mãe dela caso os episódios fossem revelados. Aos 15 anos, a vítima deixou a residência da família.
No curso das apurações, a irmã mais velha também procurou a unidade policial e informou ter sido vítima do homem. Conforme declarado, ela foi ameaçada com uma arma de fogo e constrangida à prática de atos sexuais durante deslocamento para casa após uma festa.
Os levantamentos ainda apontaram histórico de violência psicológica contra a filha biológica do suspeito, atualmente com 11 anos, além de comportamento intimidatório recorrente. O investigado possui registro criminal anterior por homicídio.
Novas ameaças
Em março deste ano, após cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, a equipe policial apurou novas ameaças contra familiares e pessoas relacionadas à denúncia. Diante dos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida deferida pela Justiça.
Segundo a delegada Mayra Coutinho, responsável pelas investigações, os relatos demonstram um contexto prolongado de intimidação e silêncio imposto às vítimas. “Crimes de violência sexual praticados no ambiente doméstico e familiar são marcados pelo medo e pela dificuldade de denúncia. O acolhimento especializado e os canais de comunicação com a polícia são fundamentais para interromper esse ciclo”, afirmou.
A delegada destacou ainda que a denúncia realizada pela Delegacia Virtual permitiu o início imediato das diligências investigativas e a adoção das medidas de proteção necessárias.
Após os procedimentos de polícia judiciária, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.











