Please select listing to show.

Pesquisa Senado MG 2026: Domingos Sávio, Marília e Viana empatam

Pesquisa realizada pelo Instituto IPAN/Panorama, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresenta um novo panorama da disputa por uma vaga no Senado Federal em Minas Gerais nas eleições de 2026.

No cenário de intenção de voto estimulada, a pesquisa indica uma disputa equilibrada entre os principais pré-candidatos. Marília Campos (PT) aparece com 12,13% das intenções de voto, seguida por Domingos Sávio (PL), com 10,22%, e Carlos Viana (PSD), com 9,25%. Considerando a margem de erro de 2,45 pontos percentuais, os três aparecem em situação de empate técnico.

Também foram avaliados cenários em que os entrevistados receberam informações sobre os apoios políticos dos pré-candidatos. Nesse levantamento, Domingos Sávio, apresentado como candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo deputado federal Nikolas Ferreira, registra 27,13% das intenções de voto.

Na sequência aparece Marília Campos, apresentada como candidata apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 23,06%. Carlos Viana, associado ao apoio de Ronaldo Caiado e do governador Matheus Simões, soma 11,38%, enquanto Marcelo Aro, apresentado com o apoio de Romeu Zema e de Matheus Simões, alcança 6,00%.

Os resultados sugerem que a identificação dos apoios políticos pode influenciar a percepção do eleitorado em um cenário ainda inicial da disputa, marcado por um elevado percentual de indecisos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 23 de junho de 2026, com 1.600 eleitores entrevistados em 85 municípios, representando as 11 regiões de Minas Gerais. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,45 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº MG-01303/2026. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal de Minas Gerais https://www.tre-mg.jus.br/partidos/partidos-politicos(PL/MG).

Análise: A Evolução da Corrida ao Senado em Minas Gerais (Março a Junho de 2026)

A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal por Minas Gerais nas eleições de 2026 tem se mostrado um cenário dinâmico e altamente suscetível à influência de padrinhos políticos. Uma análise das pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre março e junho de 2026 revela oscilações significativas nas intenções de voto, marcadas pela ascensão de nomes ligados ao bolsonarismo, a estabilidade de candidatos lulistas e a perda de tração de figuras tradicionais da política mineira.

A mais recente pesquisa, realizada pelo Instituto IPAN/Panorama (MG-01303/2026) e contratada pelo Partido Liberal (PL/MG), trouxe novos contornos à disputa ao introduzir cenários que vinculam os pré-candidatos aos seus principais apoiadores nacionais e estaduais [1]. Este levantamento, quando contrastado com dados anteriores de institutos como DataTempo, Quaest e Real Time Big Data, permite traçar um panorama claro de quem cresceu, quem estacionou e quem perdeu espaço no eleitorado mineiro.

Quem Cresceu: O Efeito dos Padrinhos Políticos(*)

O maior beneficiário da evolução recente nas pesquisas é o deputado federal Domingos Sávio (PL). Em março de 2026, no levantamento da DataTempo (MG-06897/2026), Sávio aparecia com modestos 5,5% a 8,7% das intenções de voto nos cenários estimulados, ocupando a quinta posição [2]. Na pesquisa Quaest (MG-08646/2026) de abril, ele manteve os mesmos 8% [3], oscilando levemente para 10% no levantamento da Real Time Big Data (MG-07299/2026) em maio [4].

Contudo, a pesquisa IPAN/Panorama de junho revela um salto expressivo quando o nome de Sávio é associado aos seus padrinhos políticos. No cenário estimulado que informa os apoios, Domingos Sávio, apresentado como o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira, atinge 27,13% das intenções de voto, assumindo a liderança [1]. Mesmo no cenário espontâneo do IPAN, ele já figura com 10,22%, em empate técnico pela primeira posição [1]. Esse crescimento vertiginoso demonstra a força do eleitorado conservador em Minas Gerais quando a vinculação nacional é explicitada.

Outro nome que apresentou trajetória ascendente, embora em menor escala, foi o de Marcelo Aro (PP). Ausente das primeiras posições em março, Aro apareceu com 4% a 9% na Quaest de abril [3] e saltou para 13% a 14% na Real Time Big Data de maio, assumindo a terceira colocação em alguns cenários [4]. Na pesquisa IPAN de junho, vinculado aos apoios do governador Romeu Zema e do vice Mateus Simões, ele registrou 6,00% [1].

Quem Estacionou: A Força e o Teto do Lulismo

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), apresenta a trajetória mais estável da corrida, consolidando-se como a principal força do campo progressista. Em março (DataTempo), ela já despontava na segunda posição com 14,3% a 17,4% [2]. Nos meses seguintes, Marília assumiu a liderança: registrou entre 17% e 19% na Quaest de abril [3] e ampliou sua vantagem para 20% a 22% na Real Time Big Data de maio [4].

Na recente pesquisa IPAN de junho, Marília Campos manteve sua força. No cenário espontâneo, ela lidera numericamente com 12,13% [1]. Quando vinculada ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário estimulado, atinge 23,06%, figurando na segunda posição, atrás apenas de Domingos Sávio [1]. A evolução dos números sugere que Marília possui um eleitorado fiel e consolidado, mas que pode estar se aproximando do “teto” histórico do lulismo no estado para cargos legislativos majoritários.

O senador Carlos Viana (PSD), que busca a reeleição, também se enquadra na categoria dos que estacionaram. Ao longo dos quatro meses analisados, Viana manteve-se consistentemente na faixa dos 10% a 15%. Ele registrou 10,2% em março (DataTempo) [2], oscilou positivamente para 10% a 15% em abril (Quaest) [3] e marcou 12% em maio (Real Time Big Data) [4]. Na pesquisa IPAN de junho, Viana obteve 9,25% na espontânea e 11,38% na estimulada com apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e de Mateus Simões [1]. Sua resiliência garante competitividade, mas a falta de crescimento indica dificuldades em atrair novos segmentos do eleitorado.

Quem Caiu: A Desidratação de Nomes Tradicionais

A principal queda observada no período analisado é a do deputado federal e ex-governador Aécio Neves (PSDB). Em março, a pesquisa DataTempo apontava Aécio como o líder das intenções de voto nos cenários estimulados, alcançando entre 16,4% e 18% [2]. No entanto, já em abril (Quaest), ele caiu para a segunda posição, com 11% [3].

A tendência de queda se manteve em maio, quando a Real Time Big Data o colocou com 12% a 15%, disputando o segundo lugar com Marcelo Aro e Carlos Viana, bem atrás de Marília Campos [4]. O desgaste da imagem do tucano, somado à polarização nacional que favorece candidaturas mais alinhadas ao lulismo ou ao bolsonarismo, parece estar minando sua competitividade inicial. Vale notar que Aécio sequer foi testado nos cenários estimulados divulgados pela pesquisa IPAN/Panorama em junho.

Conclusão: A Nacionalização da Disputa

A evolução das pesquisas para o Senado em Minas Gerais entre março e junho de 2026 revela uma tendência clara: a nacionalização da disputa. O crescimento expressivo de Domingos Sávio ao ser atrelado a Jair Bolsonaro e a resiliência de Marília Campos como representante de Lula indicam que o eleitor mineiro está, cada vez mais, pautando sua escolha legislativa pela polarização presidencial.

Pré-CandidatoMarço (DataTempo)Abril (Quaest)Maio (Real Time)Junho (IPAN – Com Apoios)Tendência
Domingos Sávio (PL)5,5% – 8,7%8%7% – 10%27,13%⬆️ Forte Crescimento
Marília Campos (PT)14,3% – 17,4%17% – 19%20% – 22%23,06%➡️ Estabilidade em Alta
Carlos Viana (PSD)10,2%10% – 15%12%11,38%➡️ Estabilidade
Marcelo Aro (PP)4,4% – 7,3%4% – 9%13% – 14%6,00%↗️ Crescimento Moderado
Aécio Neves (PSDB)16,4% – 18%11%12% – 15%Não testado⬇️ Queda

Nota: Os percentuais variam de acordo com os diferentes cenários testados por cada instituto em um mesmo mês.

Com duas vagas em disputa e um contingente de indecisos que chegou a ultrapassar a marca de 80% nos levantamentos espontâneos iniciais [2], a corrida está longe de ser definida. Contudo, os números atuais sugerem que os candidatos capazes de mobilizar os sentimentos antipetista ou antibolsonarista largam com vantagem substancial na busca por uma cadeira no Senado.

Referências

(*) Levantamento feito com auxilio de IA

[1] CNN Brasil. “Ipan/Panorama: Marília, Sávio e Viana empatam na disputa pelo Senado em MG”. Junho de 2026.
[2] O Tempo. “DATATEMPO: Aécio está à frente na disputa pelo Senado em Minas; Marília Campos ocupa 2ª posição”. 26 de março de 2026.
[3] G1 Minas. “Quaest para o Senado em MG: Marília Campos, Aécio Neves e Carlos Viana lideram cenários”. 28 de abril de 2026.
[4] Poder360. “Marília Campos lidera disputa pelo Senado em MG, diz pesquisa”. 21 de maio de 2026.

Compartilhe:
MinasNews
Please select listing to show.

Publicações que também pode te interessar...

Please select listing to show.