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2.200 dias depois, bombeiros localizam restos de vítima em Brumadinho

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encontrou na manhã desta quinta-feira (6), vários segmentos de corpo no Remanso 4, local atingido, em janeiro de 2019, pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Tragédia deixou 272 mortos, sendo dois bebês ainda em gestação, e até hoje, três vítimas continuam desaparecidas.

Conforme o CBMMG, os segmentos foram encaminhados à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para as devidas análises e procedimento de identificação. “São mais de 2.200 dias trabalhando na Operação Brumadinho, nas buscas pelas joias ainda não encontradas”, informou em nota.

A última vítima identificada, por meio exames de DNA, foi em dezembro de 2022, sendo um homem de 55 anos à época da tragédia. A identificação aconteceu após 1.021 dias de missão. As pessoas ainda não encontradas são Maria de Lurdes da Costa Bueno, então com 59 anos, Natália Porto de Oliveira, 25 anos, e Tiago Tadeu Mendes da Silva, 34 anos.

O rompimento liberou 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, que soterraram a região, contaminaram o rio Paraopeba e destruíram a biodiversidade.

No âmbito jurídico, o caso avança lentamente. A Justiça Federal analisa as acusações contra executivos da Vale e da Tüv Süd, empresa responsável pela declaração de estabilidade da barragem. Eles respondem por homicídio doloso e crimes ambientais, mas, até o momento, ninguém foi condenado.

Seis anos de tragédia

No último dia 31, o CBMMG inaugurou, na sede da Academia do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, na região da Pampulha, e BH, um memorial para honrar as vítimas e destacar a importância do trabalho dos militares na operação.

O monumento é formado por peças retiradas pela corporação da área atingida pelo rejeito de minério durante os trabalhos. Dentre elas, há pedaços de ferro e aço de estruturas retorcidas, pneus de veículos engolidos pela onda de lama e a réplica de uma bandeira do Brasil localizada durante as buscas. Além disso, um grande destaque do projeto é a estátua de um bombeiro em tamanho real.

No dia 25 de janeiro desta ano, fez seis anos que a barragem estourou na Mina de Córrego do Feijão.

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