FESTA
O presidente da Câmara de Diretores Lojistas, Ernandes Ferreira, afirmou em entrevista ao programa Comando da Sete (Rádios Educadora e Pop) que existe uma crise econômica no país. “Ninguém pode se esconder ou achar que tudo vai bem num universo instável como esse”, afirmou o empresário. Detalhou que a crise mundial está pronta, mas existem países que têm mecanismos de superação, principalmente os mais desenvolvidos. Os outros, como o Brasil, que vivem de incertezas, precisam entender o momento para sair da inadimplência e falência do próprio povo.
EXEMPLO
Ernandes Ferreira afirmou que a conta dessa instabilidade está chegando agora ao povo, mas também ao empresário, ao gerador de emprego e renda. Cita que ocorre até inadimplência ou mesmo desligamento de instituições representativas do comércio, exemplo já registado em Montes Claros. O número de comércios, de lojas que estão sendo fechadas no centro da cidade também serve de alerta.
AÇÃO
Dois aspectos no centro do furacão para sobrevivência do empresariado tradicional de Montes Claros, por exemplo, sobressaem-se. O primeiro é adaptação ao comércio via internet. O comércio on-line é real. Para construir caminho que garanta sobrevivência dos comerciantes locais, está em curso o desenvolvimento, em conjunto com o SEBRAE, de plataforma para fortalecer o comércio on-line. Há participação também da Associação Comercial e Industrial nesse processo.
LICITAÇÃO
No entanto, o pensamento prioritário é permitir que o dinheiro circule mais no próprio município, favorecendo o comércio local. Um programa de trabalho está em curso para que as licitações da prefeitura, por exemplo, contemplem legalmente as empresas estabelecidas na cidade. Para uma dificuldade de corpo musculoso, o pensamento também não pode ficar restrito quando se busca solução.
RUA
Os comerciantes da cidade ainda enfrentam dissabores com os ambulantes, que não têm os mesmos custos daqueles que sustentam seus comércios com folha de pagamento de funcionários, aluguéis, insumos, fora a taxação oficial. Há ambulantes que vendem os mesmos produtos que o comerciante estabelecido e na porta da própria loja. À noite, a praça Doutor Carlos virou um bazar oriental, quase lembrando o circo de horrores da década de 1990, quando aquele logradouro público virou um mar de barracas de lona plástica.
FEIRA
A cidade terá que discutir o seu futuro de maneira mais ampla. A Câmara Municipal não ajuda por faltar capacidade de enxergar desafios e apontar soluções. É viver no varejo que garanta a próxima eleição. A atual administração vive de interrupções. O que começa não consegue terminar nem explicar quais caminhos a seguir. É feira que tem horário para começar e para terminar, voltando a funcionar no próximo domingo.
VENTOS
A cidade de Montes Claros tem polo industrial em construção veloz. Falta mão de obra especializada. Mas tem 30 mil famílias recebendo bolsa família. Realizará em setembro uma das maiores feiras de indústria, comércio e serviços do país. É vitrine escancarada que favorece negócios, fortalece o ambiente empresário e cria perspectivas econômicas para a região. É o movimento que nasce dos próprios empreendedores. E aí entraria o papel dos municípios, acompanhando essa transformação, mas com ações planejadas de inserção social e econômica. Mas não. Fica todo mundo de boca aberta fazendo marcha para Brasília.
MUDANÇA
P.T. Barnum (1810-91), inventor de um circo de horrores e bizarrices, deixou uma frase que parecia imortal: “Nasce um otário por minuto”. Isso já era. Hoje é por segundo. Depois ele mudou o modo de existir, inclusive entrando na luta contra a escravidão nos Estados Unidos. Criou o chamado “Maior Espetáculo da Terra”. Hoje, o influencer tem mais valor.








