PALCO
“A gente não se surpreende, porque vemos diariamente. Há 20 anos que faz todas as santas partidas e, de verdade, é emocionante [vê-lo em campo]”, afirmou Scaloni na noite da última terça-feira em Kansas City, nos Estados Unidos, após Messi marcar três gols na estreia da alviceleste no Mundial de 2026 contra a Argélia.
BANCO
E o deputado Hugo Mota e o senador Ciro Gomes, hem? Estão se enrolando nas próprias amarras da corrupção que o poder oferece. A Polícia Federal fez relatório em que os dois próceres se embananam nas benesses dos gangsteres do Banco Master. E aí todo mundo, amanhã, se esquece do ontem.
FOCO
Mas o cenário vai mais além. Como não são flor que se cheire, ajudam com seus papéis trôpegos a expor do teatro da derrocada da direita neste país. Lula, com discurso de Fidel Castro, repete o mesmo do mesmo e, sem concorrência, vai lamber mais um pódio. Que fase!
QUEDA
Quantas vezes a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, será atirada da ponte do Esqueleto, em Limeira? Se depender da falta de empatia do público e da ganância de sites e páginas de entretenimento que mercantilizam o horror e transformam a tragédia em espetáculo, isso ainda vai durar muitos dias. A jovem foi morta várias vezes e de diversas formas.
ESPELHO
Primeiro, foi vítima da negligência brutal de um país mambembe que se equilibra em puxadinhos, corrupção, obras inacabadas, leis que não funcionam e fiscalizações que não são feitas. No dia 13 de junho, instrutores a lançaram num abismo durante um salto de rope jump. Uma falha grosseira, letal, e totalmente evitável.
VOYEURISMO
Mas a morte de Maria Eduarda não terminou no chão. Ela continua acontecendo nas redes, onde o luto deu lugar a crimes explícitos como atentar contra a honra da memória, apologia à violência sexual e uma nojenta incitação ao vilipêndio do seu cadáver. Bastou que a foto da garota, bonita e cheia de vida ganhasse a internet para que o esgoto digital projetasse nela fantasias abjetas, ignorando a tragédia. Esse sadismo não se restringe a grupos de red pill, nasce do homem comum, que enxerga no corpo feminino, mesmo sem vida, um objeto de abuso e de descarte.
TEXTO
A análise é da jornalista Mariliz Pereira Jorge. Mas vale para tudo. Na semana passada, no Parque do Canelas, parte sul da cidade, um vândalo destruiu as palmeiras que foram plantadas recentemente para embelezar o lugar. A feiura daquela ação iconoclasta mostra a quantidade de gente que e movida pela derrota existencial, sem ter capacidade de enxergar o que vem na próxima esquina. Fica combinado que será assim e para pior.








