GREGOS
Tucídides, o historiador grego testemunha do conflito entre Atenas e Esparta, escreveu A História da Guerra do Peloponeso. A obra consiste em oito volumes que relatam com detalhes os acontecimentos dessa guerra, considerada pelos historiadores como a mais importante da Grécia antiga.
GUERRA
Durante os conflitos das Guerras Médicas, havia sido criada a Liga de Delos a fim de proteger os gregos dos persas. Esta aliança consistia, especialmente, na contribuição monetária das cidades para a compra de material bélico. No entanto, a Liga começou a beneficiar Atenas em detrimento das outras cidades gregas. Com os fundos obtidos da Liga de Delos, Atenas havia se tornado o centro político, econômico e cultural da Grécia. Os conflitos aumentaram.
FORTE
Esparta não aceitava essa situação e entra na disputa pela hegemonia política e econômica da Grécia. Cria, então, outra liga com o objetivo de combater a liga comandada por Atenas – a Liga do Peloponeso. Após 10 anos de duros combates entre Atenas, que liderava por mar, e Esparta, que liderava por terra, em 421 a.C. foi assinada a Paz de Nícias. Este acordo estipulava uma trégua de 50 anos entre os adversários, porém, a paz só reinou durante oito anos.
POLÍTICA
Montes Claros, sem qualquer Peloponeso por perto, não tem Esparta nem Atenas. É um balaio só, gregos de vários matizes. Os persas nem chegam perto, mas estão à espreita atrás do poder. E isso deveria mobilizar ou deixar as pessoas encasteladas um pouco mais atentas, caso queiram fazer cumprir mais tempo no Palácio da Cula Mangabeira. Os vereadores de plantão se sentem confortáveis, com alguns deles tendo até mais de 20 soldados-assessores, além de emendas parlamentares, discursos insossos, conforme os ventos do mar tranquilo e céu de brigadeiro. Mas foi na batalha de Egospótamos, por fim, que Esparta vence Atenas.
ALERTA
“O poder é um lugar muito complexo, que cria muitos amigos falsos e inimigos poderosos.” Foi assim que Daniel Filho, 88, resumiu o período em que ocupou cargos de comando na Globo antes de pedir demissão da emissora, no início dos anos 1990.
CADEIRA
Em entrevista ao programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães, o diretor afirmou que decidiu deixar a empresa para entender quem era ele fora da estrutura de prestígio construída ao longo de décadas na televisão. “Eu disse: ‘Quero saber quem sou eu sem essa cadeira em que estou sentado’. A cadeira do poder cria uma redoma em torno de você”, declarou.
ADVERSÁRIO
Contribui aos plantonistas no comando da cidade o entendimento popular de que não há mais espaços para oportunistas, que no passado, fizeram discursos, palavras ao vento, mas a cidade ficou imersa em caos, inclusive na saúde e infraestrutura. Só o discurso de que não cabe mais oportunistas neste lugar, por enquanto, é o suficiente para acomodação e tranquiliza quem está no comando.
AÇÃO
Mas calma lá. Os problemas sociais existem e brotam mais. As redes sociais, lotadas de discursos erráticos, linguística destrambelhada, são mantidas para contar histórias de buracos e para o que ainda deve ser feito. Isso é arma que se espalha entre incautos e pode se tornar munição contra o poder. Além do mais, o discurso de quem comanda ainda não tem o calibre exato para agradar os corações da maioria.









