Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre suspeita de estelionato resultou, nesta sexta-feira (4/9), no cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma empresa de soluções financeiras, em Montes Claros, Norte do estado. A apuração busca esclarecer se clientes foram induzidos a contratar consórcios acreditando estar adquirindo financiamentos imobiliários.
Conforme os levantamentos, a empresa anunciava nas redes sociais facilidades para a compra da casa própria e, após o contato, encaminhava os interessados ao estabelecimento, onde eram cobrados valores de entrada que variavam entre aproximadamente R$ 9 mil e R$ 28 mil. Os clientes assinavam contratos e aguardavam a liberação do crédito ou a aquisição do imóvel, geralmente prevista para ocorrer entre 30 e 90 dias. Depois, constatavam que haviam contratado planos de consórcio.
A delegada da Polícia Civil, Monique Bicalho, esclarece que a investigação reúne relatos de diversas pessoas em circunstâncias semelhantes, inclusive contratos com cartas de crédito superiores a R$ 400 mil e pagamentos de entrada acima de R$ 28 mil. A Polícia Civil também apura um caso em que o nome de uma vítima teria sido incluído no quadro societário da empresa sem autorização.
Investigação
Durante o cumprimento do mandado, foram recolhidos documentos, contratos, comprovantes de pagamento, equipamentos eletrônicos e outros materiais que serão analisados no decorrer da apuração. A investigação, a cargo da 1ª Delegacia de Polícia em Montes Claros, prossegue para esclarecer a dinâmica das contratações e verificar a responsabilidade dos envolvidos.















