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Divulgar desafios perigosos para crianças pode virar crime com pena de até 20 anos

desafios perigosos crianças internet com uso de celular por jovens em ambiente neutro

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que criminaliza a promoção ou divulgação de jogos e desafios perigosos voltados a crianças e adolescentes na internet.

A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê penas que podem chegar a até 20 anos de prisão, dependendo das consequências da prática.


Penas variam conforme gravidade

De acordo com o texto, a punição básica será reclusão de 2 a 6 anos e multa

No entanto, as penas podem ser ampliadas, com aumento de metade em caso de lesão grave e reclusão de 6 a 20 anos se houver morte


Casos reais motivaram a proposta

O autor do projeto, o deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), destaca que conteúdos perigosos divulgados pela internet têm causado tragédias.

Um dos exemplos citados é o chamado “desafio do desodorante”,incentivando jovens a inalarem gás aerossol, colocando a própria vida em risco.

Segundo ele, embora o Código Penal já trate da indução ao suicídio, ainda há lacunas legais para punir quem expõe crianças a conteúdos nocivos.


Liberdade na internet não é ilimitada

A relatora do projeto, Laura Carneiro (PSD-RJ), afirma que a proposta busca responsabilizar práticas digitais prejudiciais.

Segundo ela, a liberdade nas redes sociais não pode ser usada como justificativa para conteúdos que coloquem em risco a saúde e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.


Mudanças no texto

Durante a tramitação, a relatora retirou do texto a parte que previa a remoção direta de conteúdos pelas plataformas digitais.

De acordo com a relatora, essa questão já está prevista no chamado “ECA Digital”, recentemente implementado.


Próximos passos

A Comissão de Comunicação aprovou o projeto e que segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Se aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, além de sanção presidencia, o texto será leil.

(Agência Câmara de Notícias)

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MinasNews
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