O procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, assassinado em 1982 após denunciar o esquema de corrupção conhecido como Escândalo da Mandioca, terá seu nome eternizado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
A homenagem foi oficializada pela Lei 15.446, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A iniciativa nasceu do projeto de lei (PL) 3.663/2023, de autoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Com isso, a memória do procurador ficará guardada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
O Crime e o Escândalo da Mandioca
O crime que chocou o país aconteceu no dia 3 de março de 1982, quando Pedro Jorge foi executado ao sair de uma padaria em Olinda (PE). Três meses antes, ele havia protocolado uma denúncia pesada contra:
- Oficiais da Polícia Militar de Pernambuco;
- Um deputado estadual;
- Outras 21 pessoas envolvidas na fraude.
O esquema funcionava de forma simples, mas milionária: os criminosos se passavam por produtores rurais para conseguir empréstimos fraudulentos no Banco do Brasil, destinados à plantação de mandioca. Logo em seguida, alegavam falsamente que a seca havia destruído a lavoura para embolsar o dinheiro do seguro agrícola.
Mesmo sob forte clima de ameaças, Pedro Jorge de Melo e Silva não recuou diante do inquérito e cumpriu seu papel de denunciar a quadrilha. Quatro décadas depois, seu sacrifício pelo interesse público recebe o reconhecimento máximo do Estado brasileiro.
(com informações da Agência Senado)


















